Medellín e a esperança do remoto
Cafés lotados e o remoto que não desapareceu
Aqui em Medellín existe uma sensação curiosa: parece que todo mundo trabalha remoto.
Não importa o dia da semana, a hora do dia ou o bairro. Se você entrar em qualquer café, vai ver o mesmo cenário: mesas ocupadas, laptops abertos, gente concentrada, calls acontecendo com sotaques do mundo todo.
É uma cena tão natural que, depois de alguns dias, dá até aquela impressão de que o home office venceu. Ou, pelo menos, seguiu vivo, mesmo que em muitos lugares digam o contrário.
No Brasil, o trabalho remoto anda sendo penalizado. A gente lê notícias de empresas voltando ao presencial, de políticas que restringem, de discursos que culpam o home office por tudo. E isso tem acontecido em várias partes do mundo também. Parece que estamos num momento em que falar de trabalho remoto virou quase um ato de defesa.
Mas aí eu cheguei aqui e vi cafés lotados de gente trabalhando a qualquer hora. Vi vida acontecendo junto do trabalho. Vi rotina, disciplina, escolhas diferentes.
E isso deu uma certa esperança.
Porque, quando você está em uma cidade que virou polo de nômades, fica evidente uma coisa simples: o trabalho remoto não desapareceu. Ele só deixou de ser manchete. Ele está acontecendo em silêncio, no cotidiano de milhares de pessoas que vivem entre fones de ouvido, janelas abertas e conexões que não dependem de um endereço fixo.
Não é sobre glamour de viagem, nem sobre vida perfeita. É só trabalho. Trabalho funcionando. De outras maneiras, em outros cenários, com outros ritmos.
E estar aqui me lembrou disso: existem muitos futuros acontecendo ao mesmo tempo. Enquanto alguns lugares recuam, outros seguem avançando. E ver isso de perto é quase como respirar um ar novo.
Minha temporada por aqui está acabando. Foram dias de trabalho, rotina, medo, descoberta, chuva diária e muitos cafés.
Volto pra casa com outra sensação: a de que o trabalho remoto continua acontecendo, mesmo quando tentam dizer o contrário. Levo comigo mais esperança, algumas certezas novas e muitos cafés na mala.
Um abraço,
Marcia Breda
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Coisa boa ler isso!
Amei a News! Aliviada